terça-feira, 24 de março de 2015

On 12:00 by Lupa Charleaux in    No comments

Publicado originalmente no dia 19 de março (Via Pop Punk Academy)

A mistura do bubblegum com o punk n' roll é o que dá o tempero certo para o disco de estreia do Bikini Hunters. Mantendo a tradição de ótimas bandas da região sul do Brasil, o trio de Veranópolis (RS) lançou o material recentemente no Bandcamp.

Com letras em português, o álbum Bikini Hunters traz 9 músicas que deixa o ouvinte na vontade de ouvir mais coisas da banda. O sotaque e o conteúdo das canções lembram ótimos artistas do sul do país, como Tequila Baby e Boobarellas.

Durante as faixas é possível identificar influências dos três acordes dos Ramones, assim como o pré-punk de Johnny Thunders and the Heartbreakers. As músicas Bárbara, Capacitor de FluxoTudo Que Eu Queria e Prazer e Mais Nada são alguns exemplos desses estilos.

Bikini Hunters foi gravado e produzido por Davi Pacote no Hill Valley Studio em Porto Alegre. Tanto o produtor, quanto o estúdio são famosos pelos ótimos materiais de pop punk/bubblegum.

Escute Bikini Hunters na íntegra:
On 07:00 by Lupa Charleaux in    No comments

Publicado originalmente no dia 13 de março (Via Pop Punk Academy)

Após divulgar alguns singles, os australianos do Local Resident Failure liberaram para audição o álbum This Here's The Part Hard. Com 14 músicas, a banda consegue fazer uma incrível mistura de pop punk e skate punk.

Ao mesmo tempo que tem melódias parecidas com os primeiros trabalho do blink-182, eles conseguem trazer alguns elementos do hardcore parecidos com NOFX, No Use For a Name e outros artistas da Fat Wreck Chords. E por mais que isso pareça uma comparação estranha, basta ouvir algumas músicas para detectar essas semelhanças.

This Here's The Part Hard foi lançado oficialmente nesta sexta, dia 13. A distribuição será feita pela Pee Records (Austrália), Oxford Records (EUA) e Disconnect Disconnect Records (Europa).

Ouça This Here's The Part Hard:
On 06:53 by Lupa Charleaux in    No comments

Tocando pela primeira vez no Brasil fora de um festival, o Queens of The Stone Age conseguiu lotar o Espaço das Américas mesmo em uma quinta-feira. Porém, antes da atração principal, os fãs tiveram que assistir ao show morno de Alan Johannes. O músico amigo da banda principal fez uma apresentação acústica que agradou apenas os seus fãs.

Era perto das 22:15 quando Josh Homme e seus comparsas subiram ao palco, para alegria da grande maioria. A primeira música foi You Think I Ain't Worth a Dollar, but I Feel Like a Millionaire, direcionado para os fãs do grupo.

Mas logo eles conquistaram a plateia com No One Knows, sem dúvida o seu principal single. Momento bastante emocionante com boa parte dos fãs “cantando” o riff de guitarra da música.

Criando laços com o publico paulista, Homme lembrou que a turnê de ... Like Clockwork começou no Lollapalooza 2013 em São Paulo. Foi no festival que tocaram pela primeira vez My God Is the Sun e mais uma vez apresentaram a música para o público paulistano.

E assim começou a noite do “stoner rock pop” do Queens of The Stone Age. O setlist foi bastante amarrado ao álbum ... Like Clockwork e seguiu basicamente a estrutura: uma música para os fãs, um hit para o grande público e uma canção nova.

O clima começou a esquentar em Smooth Sailing, cujos neons no cenário faziam lembrar clubes de strip-tease. E logo em seguida agradaram os fãs mais “próximos” com Monster in the Parasol e I’m Designer.

A carga de músicas novas ficou por conta I Sat by the Ocean e faixa título do novo disco, ... Like a Clockwork. Mas logo conquistou o público novamente com o hit junkie Feel Good Hit of the Summer.

Homme não é de muita conversa com o público e o QOTSA mandava uma música atrás da outra, seguindo o padrão que foi dito antes. E como eu ouvi de um fã gritar: Então Taca-lhe pau nessa guitarrinha ruivão.

E foi isso que ele fez. The Lost Art of Keeping a Secret e Little Sister, fizeram o público pular e cantar junto com a banda. Assim como dançaram e aproveitaram o momento em If I Have a Tail e Fairweather Friends.

O público do show era bem diferente entre si. Tínhamos roqueiros headbangers, hipsters moderninhos, tiozões do rock, punk rockers... Mas todos curtindo a apresentação tranquilamente.

Os casais puderam aproveitar o clima romântico com a “sex song” Make It Wit Chu e o retorno do cenário com os neons vermelhos. Já os solteiros apreciaram o clima soturno de I Appear Missing. Mas no final, ninguém se conteve com Sick Sick Sick.

Atendendo ao pedido dos fãs, o QOTSA tocou Mexicola e fez uma épica execução de Go With The Flow. Um dos principais singles da carreira da banda ficou ainda mais pesada e rápida. O que não deixou ninguém parado.

Seguindo o padrão, uma pausa para o encore. E quando as luzes se acenderam Josh Homme começou a tocar The Vampyre of Time and Memory no piano. Em seguida, o grupo apresentou Do It Again e relembrou mais uma vez passagem deles pelo país em 2013.

O encerramento foi a tão esperada A Song for the Dead. Assim o público pode banguear e alguns fizeram roda punk. E como sempre, a banda mostrou o tradicional peso do stoner rock americano.

O show foi ótimo, mas temos alguns poréns: Uma das grandes reclamações do público que estava na pista comum foi a falta do telão. Infelizmente, o QOTSA não permitiu que a apresentação fosse filmada.

Então, para as pessoas de baixa estatura, o show foi como ouvir um bootleg no meio de uma multidão. E mesmo quem estava na pista VIP reclamou da falta dos telões.

Em resumo, o Queens of the Stone Age fez uma excelente apresentação solo com um repertório bastante concreto agradando os diversos públicos que compareceram ao Espaço das Américas. Faltou músicas? Faltou. Mas o “conjunto da obra” agradou o público.