sábado, 20 de setembro de 2014

On 14:40 by Lupa Charleaux in    No comments

Publicado originalmente no dia 20 de setembro (Via Pop Punk Academy)

Se em 1994, o Green Day e seu Dookie conseguiram trazer para o mainstream o que estava escondido no underground punk californiano. Em 2004, com o lançamento de American Idiot, eles conseguiram mostrar que não precisa de exatamente três acordes e músicas curtas para lançar um álbum punk e politizado. Ele poderia ser uma ópera punk rock chamando o próprio país de idiota.

Fazia poucos anos que tinham acontecido os atentados de 11 de setembro: os americanos viviam em estado de choque, controlados pelas mídias e concordavam com o envio de tropas ao Iraque. E isso fica claro logo no single que dá nome ao trabalho.

Ele era apenas uma introdução a história para uma história sobre como a juventude dos subúrbios americanos se comportavam. Enquanto alguns eram enviados para o Iraque, outros não viam um futuro promissor.

E Billie Joe Armstrong conseguiu mostrar um pouco dessas personalidades através dos seus personagens. Seja o garoto Jesus Of Suburbia, o traficante St. Jimmy ou uma garota rebelde que ninguém sabe o nome.

Apesar de ter uma história toda muito bem construída, sempre que podiam as canções faziam críticas ao governo Bush. Nas entrelinhas, sempre aparecia algo que mostrava a discordância com o governo americano na época.

Com o American Idiot, o Green Day mostrou que não é preciso ter moicano para enfrentar o governo. É necessário ser um engravatado como eles para ser ouvido. E a ideia continua nos "figurinos" das turnês até hoje.

American Idiot contribuiu para o retorno do Pop Punk na mídia. E ajudou o Green Day a renovar seus fãs com uma nova geração de admiradores. Muitos fãs de hoje só conheceram a banda por meio dos clipes na MTV.

Com isso, a grande mídia aproveitou para dar espaço para outras bandas de Pop Punk, assim como em 1994. Ou seja, o Green Day sempre teve a responsabilidade em fazer a ponte entre o Punk e a mídia.

Com certeza você deve estar se perguntando: Já faz quase 10 anos que saiu o clipe de Jesus Of Suburbia na MTV? Pois é. Agora você vai começar a ouvir American Idiot com um tom nostálgico, pois ele já tem uma década de existência (e de serviços ao Pop Punk).

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

On 13:40 by Lupa Charleaux in    No comments

Publicado originalmente no dia 19 de setembro no Blog N'Roll A Tribuna.

Depois de apresentar alguns singles como Human Sadness, o Julian Casablancas disponibilizou o streaming completo do seu disco solo com o The Voidz. Bastante experimental, o Tyranny contém 12 faixas que variam bastante entre si. 

Em alguns momentos, Casablancas faz uma visita ao Strokes, sua banda principal. Em outros, o flerte com a música eletrônica se destaca mais. É o caso de Nintendo Blood

Algumas das faixas do disco já foram apresentadas ao vivo por Casablancas and The Voidz. Where No Eagles Fly fez parte do repertório da banda durante a apresentação no Lollapalooza Brasil 2014.

Tyranny é uma continuação do primeiro álbum solo de vocalista, Phrazes For The Young (2009). Porém, pode causar espanto em quem estava procurando algo parecido com o Strokes. E ainda assim, ele traz mais elementos experimentais que o trabalho anterior. 

O lançamento oficial de Tyranny será no dia 23 de setembro pela Cult Records, gravadora do próprio Julian Casablancas. Escute:

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

On 13:52 by Lupa Charleaux in    No comments

Publicado originalmente no dia 17 de setembro (Via Blog N'Roll A Tribuna)

Se aprofundando no experimentalismo, mas sem perder sua essência, os gaúchos da Cachorro Grande estrearam nessa semana o disco Costa do Marfim. O sétimo disco do grupo foi gravado no país do continente africano que dá nome ao trabalho e teve a produção de Edu K (Defalla).

Durante as 11 faixas, sendo duas delas vinhetas, a banda flerta com o psicodelismo e outros elementos como música eletrônica. Com faixas mais longas que as anteriores, o quinteto consegue explorar bastante sua criatividade como em Nós Vamos Fazer Você se Ligar.

O single Como Era Bom e a canção Eu Não Vou Mudar trazem bastante do estilo de compor da própria Cachorro Grande. Uma música que merece atenção é Torpor Partes 2 & 5. O instrumental dela serve de trilha sonora para a narração de uma história de filme noir bastante curiosa.

Costa do Marfim foi lançado no dia 15 de setembro, ele está disponível em CD e formato digital. Em breve uma versão LP de luxo sairá especialmente para os admiradores do bolachão.

Escute Costa do Marfim:

sábado, 13 de setembro de 2014

On 11:45 by Lupa Charleaux in    No comments
Foto por Silvia Kill (Lado R)
Publicado originalmente no dia 10 de abril (Via Lado R)

Quase 10 anos depois da última passagem pelo o Brasil, o Nine Inch Nails ficou responsável por fechar os trabalhos no palco Onix, no primeiro dia do Lollapalooza. E como nos outros shows do evento, a apresentação do grupo americano começou pontualmente: às 19h55.

Abrindo com Wish, o grupo americano liderado por Trent Reznor mostrou desde o começo que seria uma apresentação densa, obscura e sem muito blá blá blá. Sendo assim, logo emendaram Letting You e Survivalism.

Algumas pessoas estranharam a falta de interação do vocalista com o público. Mas o músico mostrava intensidade durante as performances. Um exemplo disso durante foi a sequencia com as canções March of the Pigs e Piggy.

Nessa última acontece o momento de maior "contato" com a plateia. Reznor larga o microfone e começa a encarar os fãs que estavam na grade e cantam juntos o refrão "Nothing can stop me now/ 'Cause I just don't care/ Nothing can stop me now/ You don't need me anymore".

Se Reznor mostrava pouca interação e muita energia, o guitarrista Robin Finck ia pelo mesmo caminho. E conseguia se destacar tocando guitarra e fazendo backvocals marcantes como em Gave Up.

Outro membro que chamou atenção foi Ilan Rubin. O multi-instrumentista fez uma maratona em cima do palco. Começou tocando bateria, em alguns momentos assumiu o baixo e depois passou para a guitarra. No final voltou a assumir seu posto "oficial".

Apesar do repertório bem construído e harmonioso, quem acompanha os shows da recente turnê sentiu falta de algumas músicas do álbum Hesitation Marks. Apenas três faixas do mais recente lançamento foram apresentadas ao vivo: Find My Way, All Time Low e Disappointed.

Os singles Come Back Haunted e Copy of A acabaram ficando de fora. Talvez por ser uma apresentação em festival, ou qualquer outro motivo que não saberemos. Mas mesmo com diversos pedidos dos fãs, o grupo cortou do setlist uma das canções mais conhecidas: Closer.

Chegando ao desfecho do show, o Nine Inch Nails tocou dois dos seus singles mais famosos: Hand That Feed e Head Like a Hole. Sem dúvida um dos pontos do show, mas uma parte do público já se encaminhava para o palco Skol para garantir um lugar no show do Muse. Ou seja, apenas os fãs aproveitaram esse momento.

Como manda a tradição, o grupo encerrou a apresentação com balada "junkie" Hurt. Quebrando o ritmo completamente da apresentação, a música fez várias pessoas levantarem os seus isqueiros e cantarem juntos.

Em resumo, o show foi direcionada para os fãs reais da banda. Os curiosos talvez tenham estranhado a falta de "carisma" de Reznor e o som mais experimental do Rock Industrial. E com um setlist mais obscuro ficou difícil conquistar um novo público.
On 11:43 by Lupa Charleaux in    No comments

A EA Sport liberou recentemente a Demo do Fifa 15 para os consoles da nova e "velha" geração. Fiz o teste no PS3 que traz alguns times europeus (Chelsea, Barcelona) e o argentino Boca Juniors. Mesmo com poucas equipes é possível ter um gostinho do que vem por ai.

A primeira coisa que impressiona ao jogar a demonstração de Fifa 15 são os gráficos. Mesmo quem estava jogando a edição anterior ou o game da Copa do Mundo 2014, com certeza vai sentir a diferença.

Os jogadores parecem ainda mais com as suas versões reais, mas a animação da torcida é que se destaca. A sensação é que cada torcedor age individualmente e de acordo com o comportamento do time. Isso deixa o jogo ainda mais realista. Em alguns momentos, o jogador tem a sensação que está assistindo uma partida de futebol na TV.

A jogabilidade parece mais fluída que a edição 2014, mas continua os árbitros e bandeirinha ainda continuam parando o jogo desnecessariamente. Por exemplo, mesmo se o jogador não se aproximar da bola, os impedimentos são marcados. Muito ao contrário do futebol real.

Outro destaque que podemos ver nos primeiros chutes a gol é a física. Cada ano a EA Sports aperfeiçoa esse quesito e deixando-o cada vez fica mais realista. O mesmo acontece com a movimentação dos personagens, que reproduzem ações dos boleiros reais ao proteger a bola ou na disputa de corpo.

Além dos gráficos, algumas coisas parecem terem melhorado. Os menus pré-jogo parecem mais limpos e grandes. Isso é uma vantagem para quem não joga em TVs com grandes telas.

Apesar de não ter o Brasileirão, Fifa 15 ainda deve atrair os amantes de futebol virtual. Pelo menos a Demo mostra melhorias efetivas e não parece ser mais do mesmo ou apenas atualização do ano anterior.

Apesar da narração em inglês na demonstração, a versão full do game no Brasil vai trazer mais uma vez a narração de Tiago Leifert e os comentários de Caio Ribeiro. Fifa 15 deve chegar às lojas brasileiras no dia 9 de outubro para PS3, PS4, X-360, X-One e PC.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

On 09:01 by Lupa Charleaux in    No comments

Depois de compartilhar alguns singles e criar bastante mistério, em março deste ano os caiçaras da Analisando Sara lançaram o tão esperado EP No Que Você Acredita?. A banda santista dá sequência ao trabalho que se iniciou com o enigmático 6567826968738469 (2012).

Ainda mais maduros, o grupo apresenta um trabalho muito bem lapidado. Depois dos anos na estrada, a Analisando Sara conseguiu desenvolver um som próprio. E o conceito de "Rock Experimental Caiçara" que aparecia nas primeiras descrições ganhou total sentido.

No Que Você Acredita? é um trabalho no qual a banda dedicou muito tempo. Para ser mais exato, tudo começou em 2012 com a entrada do guitarrista Diego Oliveira. O design gráfico e fã do grupo decidiu contribuir com os seus dotes musicais, indo além das artes para os lançamentos.

Com convite para gravar um EP no estúdio paulistano Magma, o empenho da banda em produzir um material inédito aumentou. Chegavam a se reunir para ensaiar 4 vezes na semana durante um período de seis meses e até abdicaram da agenda de show.

"Foi um período de trabalho bem intenso, mas que serviu para aproximar ainda mais o Diego da nossa convivência como banda. Ele trouxe novas idéias e suas características para as composições que acabaram casando muito bem com as linhas iniciais da Daniela [Gumiero, guitarrista]", conta o baixista Henrique Santana.

O músico acrescenta que as gravações tiveram uma grande influência na vida pessoal de todos os integrantes da banda. 

"Desde o início desse processo vivemos inúmeras coisas coletivamente. Era o trabalho apertando, a família cobrando, a grana encurtando. Mas isso fez todo mundo evoluir, amadurecer e questionar as próprias prioridades. Tudo isso acabou aumentou nossa dedicação ainda mais".

Tanto tempo de esforço e dedicação teve um excelente resultado. O EP começa com Um, a faixa traz a participação de Milton Aguiar, líder dos santistas da Bayside King. O vocalista consegue dar um tom mais agressivo a faixa, contrastando com a voz melódica de Gilberto Júnior.

As participações especiais são um dos destaques do lançamento. White Boy Swag Bass tem a participação de Charlie Bass, vocalista da banda inglesa Viotet, que acrescentou peso ao material dos brasileiros.

Com uma visão mais conceitual, a Analisando Sara busca despertar no ouvinte alguns questionamentos: Para onde estamos indo? Será possível reverter os problemas causados pela "vida moderna"? E por fim, no que você acredita?

Toda essa essência está presente na faixa Farol. Na verdade, a canção traz todos os elementos principais do EP: a participação de um amigo de estrada do grupo (Bruno Figueredo da banda paulista Savant Inc) e o instrumental bem construído. Mas principalmente a letra que desperta reflexão sobre a vida. Afinal, qual o norte que você está buscando?

Para encerrar, o trabalho ainda faz resgate de uma antiga faixa do grupo. Egotrip Em Terceira Pessoa reflete a evolução do grupo desde o lançamento do EP Repetição Imediata - Co-evolução e Consequência (2009). Com certeza, um presente para os fãs que os acompanham desde o começo.

O baixista assume o amadurecimento da banda por meio dessa faixa. "Já são sete anos desse rock experimental caiçara torto e posso dizer que temos uma Analisando Sara mais concisa por fora e por dentro".

No Que Você Acredita? deixa os ouvintes com gosto de quero mais, afinal cinco músicas são poucas perto da imensidão do trabalho. Mas é um disco que faz pensar. Não apenas nos questionamentos levantados pelas letras, mas em qual será o próximo passo que a Analisando Sara dará.

"Agora com o lançamento do No Que Você Acredita?, o ano está apenas começando para nós. Podemos garantir que ainda esse ano ainda teremos muitas novidades e surpresas", avisa Henrique.

Ouça No Que Você Acredita?:
On 07:55 by Lupa Charleaux in    No comments

Com letras positivas e cheias de rimas, a Bomba Sônica registra sua análise de quem mora na cidade de Santos em Demos 2014. O registro traz cinco músicas que farão parte do primeiro disco do grupo que mistura o rock com o rap. 

A intenção dele é relembrar a tradição dos anos 90, em que as bandas produziam fitas demos para divulgar os trabalhos entre os amigos, fãs e outros admiradores de música. E também servia de uma prévia do material que estava por vir. 

A demo mostra exatamente a identidade do quarteto santista que consegue circular entre os dois estilos. Os sons que saem da guitarra, baixo e bateria são a base para as rimas que retratam a visão de quem precisa se esforçar para conquistar o que é seu. 

A faixa Eu Vim de Baixo, Mas Eu Vim com Tudo é a melhor tradução do conceito que a banda apresenta em suas composições. Aliando o som rápido com o hip-hop, passando uma mensagem de motivação. 

A conexão entre os estilos se dá na música Terrorista Musical com o rapper Mr. D. A influências das ruas fica bastante presente na canção. E também mostra que a banda está aberta para todos os estilos e parcerias. 

A Bomba Sônica não nega que sua principal influência é uma das bandas mais importantes de Santos, a Charlie Brown Jr. Porém, conseguem mostrar sua própria identidade acrescentando outras referências para o seu som. Dead Fish, Planet Hemp Racionais MCs, Sabotage Emicida e Oriente são alguns dos artistas que colaboraram para essa mistura. 

As inspirações também vêm de fora, de outros grupos internacionais que conseguiram unir os dois gêneros. Os integrantes citam Linkin Park, Rage Agaisnt The Machine, Red Hot Chili Peppers e Limp Bizkit. 

Atualmente, a Bomba Sônica entra em uma nova fase na carreira. Traz para o seu som mais influências do rap e do hip-hop, mas sem perder a raiz e a essência do hardcore. Com uma nova formação, o segundo semestre de 2014 deve ser promissor para o quarteto santista.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

On 14:15 by Lupa Charleaux in    No comments

Publicado originalmente no dia 5 de setembro (Via Blog N'Roll A Tribuna)

Indo na contramão dos álbuns da sua banda principal, Karen O está lançando seu primeiro álbum solo, Crush Songs. Diferente do som agitado do Yeah Yeah Yeahs, a cantora apresenta um material bastante intimista com apenas voz, violão e alguns poucos elementos te percussão.

O álbum inteiro foi gravado no quarto da cantora e no formato lo-fi entre 2006 e 2007. Ou seja, ele traz uma sonoridade bem simples e pouco trabalhada em estúdio. Crush Songs apresenta 15 faixas explorando os diversos tipos de romance, mas principalmente os que não terminaram bem.

Quem está acostumado com Karen O berrando nos vocais do Yeah Yeah Yeahs pode estranhar um pouco o trabalho por ser bastante calmo. Então é necessário esquecer um pouco do passado musical da moça para aproveitar melhor o álbum.

Crush Songs será lançado oficialmente no dia 9 de setembro pela Cult Records, gravadora que pertence a Julian Casablancas (The Strokes).

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

On 14:25 by Lupa Charleaux in    No comments

Publicado originalmente no dia 3 de setembro (Via Blog N'Roll A Tribuna)

Indicados ao 12º Curta Santos com o clipe de Heart Cracked Glass Window, os santistas da Sismic Amps lançaram recentemente seu autointitulado EP de estreia. Com 5 músicas, o material foi totalmente produzido de maneira independente.

As canções buscam bastante referências no rock alternativo. Seja nas bandas indies dos anos 90, como o Pixies, ou grupos mais atuais como o Interpol. Mas o rock dos anos 60 e 70 tem a sua colaboração nessa mistura de influências.

A faixa de abertura Ashes and Dust e Take Care Of representam muito bem o conceito que a Sismic Amps tenta passar com esse mix de inspirações.

O EP Sismic Amps foi publicado recentemente no Soundcloud e você pode ouvir abaixo:

terça-feira, 2 de setembro de 2014

On 07:30 by Lupa Charleaux in    No comments

Publicado originalmente em 2 de setembro de 2014 (Via Pop Punk Academy)

Os curitibanos do Magaivers colocaram no ar o álbum Bacon, o sexto da carreira do grupo. Provando mais uma vez que o Crowdfounding é a melhor saída para as bandas independentes, o material foi produzido com a ajuda dos fãs.

O trabalho traz 14 faixas e foi disponibilizado no Deezer. Além dos singles Contaminado e Escute, outro destaque do álbum é a música Decolando com a participação de Roger Moreira do Ultraje a Rigor

A banda paulista é uma das principais influências para o grupo, junto com o Ramones e o Beach Boys. E juntando um pouco desses três artistas, Bacon é um disco bem gosto de ouvir com ótimas letras em português. 

Quem já acompanha os trabalhos da banda, não irá se desapontar. E para quem não conhece, essa é uma boa oportunidade de "descobrir" o trio.

Ouça Bacon: