sábado, 14 de dezembro de 2013
On 08:32 by Lupa Charleaux in Resenhas de Livros No comments
Quando soube do lançamento de uma 'biografia' da Marvel, fiquei muito curioso para ler sobre os bastidores da editora que criou os principais personagens da minha vida. Principalmente, o Homem Aranha. E essa viagem foi muito interessante.
Escrito por Sean Howe, o livro vai afundo nos bastidores da Casa das Ideias. E ao contrário do que todos pensam, uma editora de histórias em quadrinhos não tem muito glamour. Contada por meio de depoimentos de ex-funcionários e pessoas próximas, com a publicação é possível entender todas as crises enfrentadas pela industria dos quadrinhos.
Seja por conta de movimentos contra os 'gibis' ou até mesmo a falta de criatividade dos escritores. Mas a Marvel sempre teve habilidade, e sorte, para enfrentar todos esses percalços.
Seja por conta de movimentos contra os 'gibis' ou até mesmo a falta de criatividade dos escritores. Mas a Marvel sempre teve habilidade, e sorte, para enfrentar todos esses percalços.
Acredite, até faturar milhões com os Vingadores no cinema... o caminho não foi tão fácil.
É interessante compreender que alguns personagens foram criados e moldados de acordo com os momentos históricos. Antes do Caveira Vermelha, o Capitão América enfrentou o próprio Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Além de ser uma forma de reforçar o patriotismo dos soldados que estavam no front e podiam ler as histórias.
Para mim, o melhor exemplo dessa 'influência social' nas HQs são os X-Men. Talvez você nunca tenha comparado os preconceitos enfrentados pelos mutantes com algo próximo que os negros sofriam com o apartheid. Muito menos pensando que o Magneto e Professor Xavier podem ser equivalentes a Malcom X e Martin Luther King nas histórias em quadrinhos.
E gibis sempre foram coisa de crianças, né?
Sem contar toda a concepção de um universo em que todos os personagens tem histórias interligadas. É claro que isso em alguns momentos a ideia deu certo. E em outros, só serviram para deixar os leitores mais confusos.
Para os conhecedores de HQs é incrível conhecer um pouco sobre a história pessoal dos roteiristas e quadrinistas consagrados. Pessoalmente, eu sempre quis saber sobre a vida de Jack Kirby, Steve Ditko, Frank Miller e Todd McFarlene. E com a publicação aprendi a admirar Chris Claremont.
E gibis sempre foram coisa de crianças, né?
Sem contar toda a concepção de um universo em que todos os personagens tem histórias interligadas. É claro que isso em alguns momentos a ideia deu certo. E em outros, só serviram para deixar os leitores mais confusos.
Para os conhecedores de HQs é incrível conhecer um pouco sobre a história pessoal dos roteiristas e quadrinistas consagrados. Pessoalmente, eu sempre quis saber sobre a vida de Jack Kirby, Steve Ditko, Frank Miller e Todd McFarlene. E com a publicação aprendi a admirar Chris Claremont.
Stan Lee é uma atração a parte. Do inicio até agora, o 'cara' sempre esteve envolvido em vários projetos da Marvel. Talvez o melhor garoto propaganda da marca do que os próprios personagens. Porém, de acordo com os depoimentos dos seus colegas de trabalho, confesso que minha admiração por ele diminuiu um pouco.
Apesar disso, Stan é uma pessoa que participava de tudo e com paixão. Mesmo que alguns sonhos demoraram para serem realizados, como ver seus personagens nas grandes telas. Então, o ele merece aparecer em todos os filmes da Marvel.
Para quem gosta de administração, o livro também dá vários exemplos que escolhas erradas pode quase acabar com um 'império'. E principalmente, é importante conhecer, entender e gostar do negócio que você cuidará. Fazer tudo por dinheiro não é um bom caminho.
Marvel Comics - A História Secreta é recomendado para quem realmente gosta de histórias em quadrinhos. Quem convive com isso ou tem alguma relação com essa parte da cultura pop americana. E principalmente para quem não tem medo de saber que os bastidores desse mundo é bem menos glamouroso quanto parece. Não é apenas desenhar e escrever histórias fantásticas.
sábado, 22 de junho de 2013
On 17:07 by Lupa Charleaux in Textos Opinativos 1 comment
Diante do mar de groselha que está o meu Facebook, resolvi escrever esse texto. Talvez para tentar tirar esse incômodo que está na minha garganta e também tentar alinhar meus pensamentos que ficaram bem bagunçados nesses dias 'de revolução'.
Confesso que na segunda-feira, dia 17 de junho, senti um pouco de orgulho em ser brasileiro. E olha que sou nada patriota, só acho que a cegonha me largou no país errado. Foi legal ver o pessoal indo para rua e manifestar por algo que não seja por futebol. Meus olhos brilharam quando o pessoal subiu na marquise do Congresso.
Não digo que pensei "Queria estar lá". Pois, tenho alguns motivos:
- Como disse, não sou patriota.
- Como um samurai, penso primeiro na minha família. Principalmente quando ela precisa de mim.
Estava tudo 'lindo' de verdade. Muito bem televisionado, um espetáculo que deve ter ficado muito bom numa TV 3D de tela plana. A mídia tomando nova posição com Datena e Marcelo Resende falando que as pessoas estavam certas em ir para a rua. Sendo que dias antes, todos eram tachados de baderneiros, vagabundos. E "toda essa bagunça por 20 centavos?"
Enfim, uma micareta da democracia.
Enfim, uma micareta da democracia.
Estava interessante até os vândalos começarem a atuar. Mas normal, a oportunidade faz o ladrão. E, me desculpem, estamos no Brasil. Toda festa vira caos.
No dia seguinte, as pessoas estavam ainda em êxtase. Confesso que eu também. Mas ai começam a borbulhar informações estranhas, comentários muito bizarros. Impeachment pra lá, 'o gigante acordou' pra cá. 'Vamos parar o Brasil', 'Vamos cancelar a Copa', 'Greve Geral'.
E eu pensando: as pessoas sabem do que estão falando e o que significa?
E eu pensando: as pessoas sabem do que estão falando e o que significa?
E o ponto que me irritou, apesar de algumas vezes ter concordado, pessoas que não mostram o rosto dizendo o que você deve apoiar e fazer. Não sei quem você é. Porque se acha no direito de me dar ordens e que eu devo concordar com o que você diz?
Enfim, refletindo com amigos, comecei a questionar muitas coisas.
Em caso de Impeachment, quem assume? O vice-presidente ou o presidente do senado. Que podem ser resumidos em dois nomes que dão pavor: Michel Temer e Renan Calheiros.
"Tá certo champs, derruba a Dilma ae"
Lembra do ditado "comer pelas beiradas"? Não é tirando o principal líder que o povo conseguirá uma grande mudança. Ela acontece quando as pessoas começam a escolher corretamente: Vereadores, Prefeitos, Governadores, Deputados Estaduais, Deputados Federais, Senadores... E aí sim, o Presidente.
Isso parece discurso batido de quem está no poder como o deputado Jean Wyllys. Mas é a verdade. Não é fazendo voto de protesto e colocando o Tiririca que vão mudar muita coisa. E são essas 'iscas' que levam diversos outro políticos que vão defender os interesses deles. E não os nossos.
Enfim, refletindo com amigos, comecei a questionar muitas coisas.
Em caso de Impeachment, quem assume? O vice-presidente ou o presidente do senado. Que podem ser resumidos em dois nomes que dão pavor: Michel Temer e Renan Calheiros.
"Tá certo champs, derruba a Dilma ae"
Lembra do ditado "comer pelas beiradas"? Não é tirando o principal líder que o povo conseguirá uma grande mudança. Ela acontece quando as pessoas começam a escolher corretamente: Vereadores, Prefeitos, Governadores, Deputados Estaduais, Deputados Federais, Senadores... E aí sim, o Presidente.
Isso parece discurso batido de quem está no poder como o deputado Jean Wyllys. Mas é a verdade. Não é fazendo voto de protesto e colocando o Tiririca que vão mudar muita coisa. E são essas 'iscas' que levam diversos outro políticos que vão defender os interesses deles. E não os nossos.
"Ah, mas tem o Joaquim Barbosa". Pois é, o nosso ilustre presidente do Supremo Tribunal Federal e nosso Batman Tupiniquim. Realmente, ele é um herói brasileiro: de família humilde, conseguiu estudar Direito, teve oportunidade de estudar fora do país e chegou onde chegou. Isso hoje em dia é muito raro. Principalmente por ser negro.
Mas uma coisa aprendi com o Batman de Gothan City:
Você tem certeza que quer o Joaquim na cadeira da presidência?
"Então vamos fazer de tudo para acabar com a Copa. Não precisamos de estádios, precisamos de hospitais".
Meu caro amigo. Realmente, o Brasil não deveria ter Copa. Mas isso deveria ter ocorrido em meados de 2006, creio eu. Bem antes de Joseph Blatter ter anunciado que a maior competição do futebol mundial viria para a nossa terrinha. Mas na época quem mandava era o Lula e todo mundo queria ver a final no Maracanã.
E se você já está reclamando que seu dinheiro foi para diversos estádios que vão ser inúteis após os jogos. Se a FIFA decidir cancelar o evento, o Brasil paga uma multa que será com o que? O SEU DINHEIRO.
Se você e seus pais já reclamam da inflação que está um absurdo e dos impostos que estão caros. Imagina ter que pagar por estádios, a multa e mais algumas dívidas que o país já tem?
Realmente achei um belo vídeo que essa guria aqui fez. Concordo com ela. Mas não dá para voltar no tempo e tentar consertar. Está feito. E outra coisa, assim como vi um sábio colega postando no Facebook: se o país cancela um evento grande como a Copa, perde bastante credibilidade com o mundo inteiro, que já não é muito grande.
Vou tentar fechar o meu raciocínio.
Realmente, é muito mais do que 20 centavos. Mas as pessoas do Movimento Passe Livre tinham um foco. O preço do transporte público. Agora uma massa foi para as ruas reivindicando um monte de coisa, como educação, saúde e segurança. Justas, porém dispersas. Sem contar a disputa de quem faria o cartaz mais engraçado para aparecer no Não Salvo.
Fora as brigas por conta da presença dos partidos. Mas, não vou prolongar nesse assunto, pois ele é muito complicado. Mas as pessoas precisam ler e aprender diferenciar 'apartidarismo' e 'sem-partido'. Melhor dizendo, precisam ler mais sobre democracia.
E só mais duas coisas para encerrar esse longo texto.
Acabei de ver no Occupy São Paulo: Oito dicas pra não pagar micos em tempos de manifestações.
Vídeo do PC Siqueira falando sobre a Globo e os protestos. Que foi o mais lucido dos vídeos que apareceram recentemente na internet:
"Ou você morre herói, ou vive bastante para ver você mesmo virando vilão".Sim, eu acredito que o herói pode virar vilão. Principalmente ao saber que o Partido Militar Brasileiro tem interesse em apoiá-lo em uma possível candidatura a presidência. E vale lembrar que a palavra 'militar' no Brasil ainda faz muita gente tremer. Pergunte aos mais velhos que viveram nos anos 70 e 80.
Você tem certeza que quer o Joaquim na cadeira da presidência?
"Então vamos fazer de tudo para acabar com a Copa. Não precisamos de estádios, precisamos de hospitais".
Meu caro amigo. Realmente, o Brasil não deveria ter Copa. Mas isso deveria ter ocorrido em meados de 2006, creio eu. Bem antes de Joseph Blatter ter anunciado que a maior competição do futebol mundial viria para a nossa terrinha. Mas na época quem mandava era o Lula e todo mundo queria ver a final no Maracanã.
E se você já está reclamando que seu dinheiro foi para diversos estádios que vão ser inúteis após os jogos. Se a FIFA decidir cancelar o evento, o Brasil paga uma multa que será com o que? O SEU DINHEIRO.
Se você e seus pais já reclamam da inflação que está um absurdo e dos impostos que estão caros. Imagina ter que pagar por estádios, a multa e mais algumas dívidas que o país já tem?
Realmente achei um belo vídeo que essa guria aqui fez. Concordo com ela. Mas não dá para voltar no tempo e tentar consertar. Está feito. E outra coisa, assim como vi um sábio colega postando no Facebook: se o país cancela um evento grande como a Copa, perde bastante credibilidade com o mundo inteiro, que já não é muito grande.
Vou tentar fechar o meu raciocínio.
Realmente, é muito mais do que 20 centavos. Mas as pessoas do Movimento Passe Livre tinham um foco. O preço do transporte público. Agora uma massa foi para as ruas reivindicando um monte de coisa, como educação, saúde e segurança. Justas, porém dispersas. Sem contar a disputa de quem faria o cartaz mais engraçado para aparecer no Não Salvo.
Fora as brigas por conta da presença dos partidos. Mas, não vou prolongar nesse assunto, pois ele é muito complicado. Mas as pessoas precisam ler e aprender diferenciar 'apartidarismo' e 'sem-partido'. Melhor dizendo, precisam ler mais sobre democracia.
E só mais duas coisas para encerrar esse longo texto.
Acabei de ver no Occupy São Paulo: Oito dicas pra não pagar micos em tempos de manifestações.
Vídeo do PC Siqueira falando sobre a Globo e os protestos. Que foi o mais lucido dos vídeos que apareceram recentemente na internet:
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
On 06:45 by Lupa Charleaux in Textos Opinativos No comments
Durante as férias, eu costumava pegar meu notebook e ir 'trabalhar' na sala. Sentado na mesa e ouvindo alguma banda que precisava resenhar. Minha avó deixava a TV ligada, e eu por tabela acabava assistindo um pouco da programação.
Como em boa parte dos recintos brasileiros, a televisão estava ligada na Globo e finalmente tive oportunidade de assistir dois 'peculiares' programas: Bem Estar e Encontro com Fátima Bernardes.
O primeiro já me causava certa, digamos, vergonha alheia pela chamadas que apareciam durante o Fantástico ou os 'Bom Dias' Brasil e São Paulo. Como canta Wander Wildner: 'É impossível ser alegre o tempo inteiro'. Mas esqueceram de avisar isso para o apresentador do programa. Mesmo que falando de doenças, o sorriso era o mesmo de quem esta falando de musse de morango.
Entendo que o programa precisa ser didático, afinal tem 'senhorinhas' assistindo. E elas precisam explicar para os filhos e netos que faz mal para a coluna levantar da cama de maneira X e não Y. Mas não precisa parecer que está falando com uma criança de primário.
Assim como entendo que é bom ter uma vida saudável. E eu, assim como a maioria das pessoas, sabemos disso. Mas nem sempre o cotidiano permite que sejamos saudáveis. Quem na hora de ir num restaurante Self-Service lembra de comer carboidratos, separar um terço do prato para a salada e não misturar arroz com feijão?
'Final de ano... Você bebe demais e acorda com aquela dor de cabeça, não é? Saiba como curar a ressaca'.
Sim, eu ouvi uma frase dessa em uma das chamadas. Eles se esforçam até para ensinar as pessoas a beber. Sério. Na verdade, era mais fácil dizer: Não beba e não pague mico nas festas.
Se for para criar uma geração de pessoas 'Coxinhas', faça direito.
Coxinhas. Segundo a definição no dicionário Luparelio significa: a) pessoa que faz tudo certinho, leva a vida corretamente e saudavelmente. Segue todas as regras e leis. Se veste de acordo com a moda. Não compartilha link de download de um disco no Twitter. Falam corretamente. Não pronunciam gírias ou palavrões, pois é feio. Pessoas que lavam o All-Star quando a mãe pede. [...] b) aquele salgado da cantina da escola/faculdade que vai ser sempre a última opção, pois odeio frango.
Voltando a programação normal.
Depois de assistir um programa que me fez sentir como se eu fosse a pessoa menos saudável do mundo, eu era obrigado a ter um encontro às 11h da manhã com Fátima Bernades. Nem o glamour e a seriedade da grande jornalista me fez tirar a ideia que era uma tentativa de fazer algo parecido com a atração da Oprah Winfrey. Que na verdade virou algo parecido com o programa da Márcia Goldschimidt/Luciana Gimenez com convidados muito bem selecionados e mais classe. Padrão Globo, é claro.
ÀS VEZES, em caixa alta para deixar bem claro, a produção consegue abordar temas legais. Soube de pautas sobre Roller Derby, Cosplayers e Otakus. Esse último não muito bem retratado, mas isso já é algo comum na imprensa 'não-especializada'. Mas não tive sorte nos dias que assisti. Só teve matérias que não agregaram nada a minha cultura (inútil). E acredito que muito menos a cultura das donas de casa.
Na boa, só o Roberto Carlos pode falar sobre se apaixonar pela namorada de um amigo dele. (Esse foi um dos temas que assisti).
Enfim, bons tempos em que vários meninos e meninas levantavam as mãos para ajudar o Goku a fazer a Genkidama nas manhãs da TV Globinho. Com certeza, eles não cresceram e tornaram-se uma geração de coxinhas.
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